quinta-feira, 17 de março de 2011

Ciência e ensino não devem ter pátria ...nem fronteiras

Segundo Eloi Garcia, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz a ciência e o ensino não devem ter pátria - a não serem os limites éticos e morais - nem fronteiras, devem ser universais e chegar a todos os cidadãos.

“A ciência, como o ensino, faz parte da vida e deve chegar a toda a população. É o ponto de encontro entre a aprendizagem, o conhecimento, o pensamento e a imaginação. Ambas são essenciais porque contêm a objetividade, a visão diversificada fundamental das pessoas, a racionalidade e a luta contra o dogmatismo. Elas perdem o sentido quando se fecham em seus limites menores.”

Neste ano, 20 milhões de reais devem ser destinados para eventos relacionados a Ciência, Tecnologia e Inovação.
O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriram edital para apoiar a realização de eventos de Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I).
 A chamada vai investir R$ 20 milhões na realização de congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares com abrangência nacional ou internacional. Para conseguir apoio da chamada, os eventos precisam ocorrer entre 1º de julho de 2011 e 30 de junho de 2012.
Podem se inscrever pesquisadores, professores e especialistas com vínculo empregatício ou funcional com instituições de ensino superior; centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados; ou empresas públicas; ou ainda dirigentes de Associação Científica ou Tecnológica de âmbito nacional. Visite o site do CNPq e acesse mais detalhes de como inscrever seu projeto de pesquisa.Os interessados em participar do edital tem até 4 de abril para encaminhar suas propostas através do site http://www.cnpq.br/    
Outra notícia que chega aos brasileiros foi o encontro do presidente da multinacional General Electric  com a presidente Dilma Rousseff anunciando a construção de um centro de pesquisa nas áreas de energia, saúde e tecnologia da informação no Brasil. Os investimentos ultrapassam os 500 milhões de dólares e garantem a geração de  mil novos empregos diretos no país.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ministro Mercadante fala sobre Tecnologia Assistiva

Proposta de um Centro Nacional de Tecnologia Assistiva que partiu da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCT em parceria com o CNPq e o Instituto de Tecnologia Social foi discutida nesta terça-feira, dia 15/03 em Brasília.
A proposta que ainda está em estudo busca oferecer serviços de informação, divulgação, assessoria, formação e apoio sobre produtos e serviços de Tecnologia Assistiva (TA).

Além de impulsionar metodologias e tecnologias para favorecer a inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência. Essas são algumas das atribuições do Centro Nacional de Tecnologia Assistiva (CNTA).

O CNTA pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida, autonomia pessoal e participação social das pessoas com deficiência e idosos, promovendo seus direitos e dignidade.

Para Aloizio Mercadante, é necessário aprimorar as ações que assegurem mais mobilidade, cidadania, participação e inclusão social.

De acordo com ele, esse assunto é estratégico não só na área de ciência e tecnologia, mas também para o governo brasileiro, que pretendente coordenar o tema em todos os ministérios.  "Temos que discutir o que é preciso fazer para fomentar as tecnologias de produção de equipamentos, software e subsídios às políticas públicas em todos os níveis na área de tecnologia assistiva”,comentou o Ministro durante o seminário.

Para conhecer mais sobre o assunto é só acessar o Portal Nacional de Tecnologia Assistiva http://www.assistiva.org.br/

segunda-feira, 14 de março de 2011

Redes Sociais,fazendo amigos..inimigos e abrindo portas para o mundo

Um dos filmes mais comentados do ano “A Rede Social”,do diretor David Fincher ganhador de 3 Oscar, traz a história da criação do Facebook, mais importante rede social com 500 milhões de usuários no mundo, o que não é novidade.
Mas o que todos devem ficar alertas e se perguntar é o que de fato levou o criador a descobrir a nova ferramenta tecnológica.
Estamos diante de uma juventude que pode utilizar-se das novas tecnologias para criar uma rede de relacionamentos e amigos ou utilizar-se dessa mesma ferramenta para praticar desconfortos emocionais, traições e  Bulling, uma forma de violência que se espalha muito rapidamente pela internet.
Outra face muito importante das redes sociais é o fato de trocar experiências e proporcionar aprendizagens que não se aprenderia em sala de aula.
Hoje em dia os pais começam a se preocupar mais cedo com o futuro profissional de seus filhos. A segurança de que um diploma universitário poderia garantir um bom emprego já não existe, da noite para o dia surgem novas tecnologias e ocupações. O lugar ao sol precisa ser garantido. Pesquisas afirmam que 15% do sucesso profissional devem-se a formação acadêmica e que os 85% restantes estão ligados a questões comportamentais como a habilidade de lidar com o inesperado, a autonomia e a capacidade de interagir com culturas e pessoas diferentes.
E porque de repente essas características se tornaram tão importantes?
Leo Fraiman, psicoterapeuta e orientador educacional, comenta que em parte a explicação para esse novo aprendizado está no boom de tecnologias a partir dos anos 80. E ressalta... “Atualmente, você interliga experiências, cria redes de interesses sem restrições geográficas e qualquer um aprende com facilidade inúmeras atividades.”
Então sabemos, basta acessar a internet e conectar-se com responsabilidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Educação a distância no Brasil

Livro tem como objetivo ampliar a discussão sobre aprendizagem a distância no Brasil

Escrito pelo professor Fredric M. Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o livro “Aprendizagem a Distância” visa esclarecer dúvidas e discutir posições conservadores dos educadores

“Aprendizagem a Distância”, do pesquisador da Escola do Futuro da USP e presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), professor Fredric M. Litto, tem como objetivo desmistificar o tema e ainda apresentar propostas e soluções para implantar esta modalidade de ensino. A obra conta ainda com ilustrações de Paulo Caruso.

Os tempos atuais exigem que as pessoas economicamente ativas estejam em constante atualização dos seus conhecimentos, habilidades e competências. Este, de acordo com o autor, é um dos fatores que impulsionam a EAD. O especialista defende que a modalidade de ensino já se consolidou como um facilitador para o acesso ao conhecimento e à certificação profissional de pessoas que antes não tinham a possibilidade de se aperfeiçoar por serem portadoras de necessidades especiais, por morar longe dos grandes centros de estudos, ou ainda por não ter condições econômicas para se dedicar aos estudos. “Ter a possibilidade, sem sair de casa, de estudar com celebrados docentes das mais prestigiadas instituições acadêmicas do mundo, é mais um entre os múltiplos benefícios que a aprendizagem a distância oferece”, menciona o professor Litto.

Professor Litto acredita que vivemos uma fase educacional transitória, saindo de um ambiente educacional elitista, unidirecional, com informação passando do professor ao aluno e pobre em recursos. “E como toda mudança, há uma resistência muito grande. Muitos educadores ainda não conseguiram soltar os laços nostálgicos com a forma pela qual eles mesmos aprenderam. Essa posição conservadora, que mantém apenas as estratégias pedagógicas do passado, milita contra o estabelecimento de um novo ambiente para a aprendizagem.”, defende.

No entanto, o autor percebe que a aceitação da aprendizagem a distância, tanto dentro da sociedade em geral quanto dentro da comunidade de profissionais da educação, continua crescendo. “A distinção histórica entre a educação a distância e a presencial está diminuindo, ao ponto de um educador afirmar que a proximidade física de professores e alunos dentro de espaços institucionais ou locais de aprendizagem em momentos específicos não é mais necessária”, conta o especialista.

O livro explica como funciona a EAD, quais as suas limitações e possibilidades, além de apresentar perspectivas a respeito do assunto. O autor relaciona, no final do livro, sites que contêm recursos digitais úteis para a aprendizagem formal ou não-formal, com textos, imagens estáticas (mapas, gráficos, desenhos, ou fotografias) ou animadas (vídeos, filmes), arquivos de som, e objetos de aprendizagem.

Aprendizagem a Distância
Fredric M. Litto com ilustrações de Paulo Caruso
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
96 páginas - R$ 30,00

quinta-feira, 10 de março de 2011

Conferencista Internacional em SC

Antônio Nóvoa é doutor em Educação, catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e vice-reitor da Universidade de Lisboa.
O educador português estará abrindo o evento da 9ª JORNATEC em Florianópolis, falando sobre o papel do professor com o tema “Nada substitui um bom professor”.
Em suas palestras destaca a qualificação profissional e o aprender contínuo de professores como motores para a melhoria do ensino.
Seu mais recente livro intitulado Professores Imagens do Futuro Presente/2009, que ainda não foi publicado no Brasil, mas sua cópia está autorizada pelo próprio autor, faz um retrato do que existe na educação com uma visão do que será... 
No primeiro capítulo do livro uma pergunta que não cala, Professores: O futuro ainda demora muito tempo? Onde o autor relata que assistimos, nos últimos anos, a um regresso dos professores à ribalta educativa, depois de quase quarenta anos de relativa invisibilidade. A sua importância nunca esteve em causa, mas os olhares viraram-se para outros problemas: nos anos 70, foi o tempo da racionalização do ensino, da pedagogia por objetivos, do esforço para prever, planificar, controlar; depois, nos anos 80, vieram as grandes reformas educativas, centradas na estrutura dos sistemas escolares e, muito particularmente, na engenharia do currículo; nos anos 90, dedicou-se uma atenção especial às organizações escolares, ao seu funcionamento, administração e gestão. Já perto do final do século XX, importantes estudos internacionais, comparados, alertaram para o problema das aprendizagens. Os professores reaparecem, neste início do século XXI, como elementos insubstituíveis não só na promoção das aprendizagens, mas também na construção de processos de inclusão que respondam aos desafios da diversidade e no desenvolvimento de métodos apropriados de utilização das novas tecnologias.

Livro: Professores Imagens do futuro presente EDUCA Lisboa | 2009 EDUCA Instituto de Educação Universidade de Lisboa Alameda da Universidade 1649-013 Lisboa | Portugal Professores: Imagens do futuro presente © António Nóvoa

 
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