quarta-feira, 4 de maio de 2011

Uma máquina chamada memória

Memória é a capacidade de reter e recuperar informações um processo que produz alterações no nosso comportamento, permitindo que o indivíduo se situe no presente, considerando o passado e o futuro. Ela fornece as bases para todos os nossos conhecimentos, habilidades, sonhos, planos e anseios.

 Memória é, portanto, um aspecto central da existência humana. Assim, o conhecimento de sua natureza e bases biológicas é essencial para se entender a psiquê humana e desenvolver terapias relacionadas com as doenças cognitivas.

De acordo com  pesquisadores, nossa personalidade depende de duas variáveis: o acervo genético, que controla os lineamentos básicos da individualidade, e as recordações, que moldam e determinam as nossas características mais marcantes. A biologia tem se dedicado profusamente ao estudo do primeiro destes fatores, mas, até recentemente, negligenciava a análise molecular dos processos que controlam a formação, expressão e armazenamento duradouro de nossas lembranças. A complexidade do objeto de estudo do cérebro e em especial do sistema nervoso central na espécie humana exige tal interface de pesquisas que não se limita a biologia celular ou molecular. Alguns conceitos básicos pertinentes à neurobiologia da memória e sua interface com a psicologia cognitiva e a biologia molecular, permeiam a vida cotidiana em distintos níveis, modulando os processos que nos permitem desde datilografar ou realizar uma simples operação matemática até escolher parceiros e tomar decisões estratégicas.

A neurobiologia é um termo que reúne as disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso, especialmente sua anatomia, fisiologia e evolução.Destaca-se no grupo das Neurociências por se tratar de um recorte específico num grupo mais amplo de práticas e teorias que caracterizam tal ramo do conhecimento.

O tema será abordado de maneira bem dinâmica na etapa pré-evento Jornatec pela professora Ligia Moreiras Sena,graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista – UNESP. Mestre em Psicobiologia pelo Departamento de Psicologia e Educação da Universidade de São Paulo – USP. Doutora em Farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Governo e ensino técnico

A presidente Dilma Rousseff lançou no último dia 28/04 o Pronatec - o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego,uma continuação da expansão das escolas técnicas realizada no governo do ex-presidente Lula. Dilma observou que a formação atual dos trabalhadores já não corresponde às expectativas do mercado e disse também que é importante para o crescimento do País aumentar o número de profissionais técnicos.
O Pronatec prevê mais 200 escolas técnicas até 2014 e R$ 700 milhões para financiamento de bolsas de estudo. O orçamento deste ano será de R$ 1 bilhão, sendo R$ 700 milhões para bolsas de estudo e R$ 300 milhões para financiamento estudantil. A verba para a construção das escolas já está prevista no Orçamento do Ministério da Educação.

Com a iniciativa, Dilma espera reduzir um problema crônico para o crescimento dos serviços e da indústria nacional: a falta de mão de obra especializada. Para demonstrar a precariedade na formação técnica, o ministro Fernando Haddad lembrou que o ensino superior somou 6 milhões de matrículas, enquanto o ensino técnico de nível médio apenas um milhão.

O objetivo do Pronatec, de acordo com Haddad, é construir mais 200 escolas técnicas até 2014. O ministro relatou que 81 novas escolas já estão em construção e deverão ser entregues até o início do ano que vem. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá R$ 3,5 bilhões para escolas do sistema S - Sesi, Senai, Sesc e Senac. O governo também irá conceder recursos com juros mais baixos que os praticados no mercado às empresas privadas que se comprometam a formar trabalhadores. Para tanto, irá usar o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) - que passa a se chamar Fundo de Financiamento Estudantil.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Inovação tecnológica para crescimento do Brasil

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu nesta quarta-feira (27/04) o investimento em inovação científica e tecnológica como prioridade para o País manter o crescimento econômico com sustentabilidade ambiental. Afirmou o ministro Mercadante que "o desafio está em colocar ciência, tecnologia e inovação como eixo do desenvolvimento econômico e sustentável".
Segundo Mercadante, é necessário ampliar o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) investido em ciência e tecnologia. Os novos investimentos no Brasil devem ter como regra a transferência de tecnologia e a participação de empresas nacionais para reter o conhecimento.
Os recursos do Fust (Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações) para ampliação da banda larga, como propõe o Projeto de Lei 1481/07, do próprio Mercadante, auxiliariam a ampliar a geração de conhecimento no País. "O acesso à internet é fundamental para inovação, ciência e educação."
O ministro também defendeu em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, a transformação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do ministério, em um banco de inovação.Afirmou que o orçamento do novo órgão dependeria da prioridade dada pelo governo para a área de ciência e tecnologia. Saiba mais acessando http://www.jornaldaciencia.org.br/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Brasil: último lugar em população com diploma universitário

O Brasil terá que fazer um grande esforço para aumentar o percentual da população com formação acadêmica superior é o que revela levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais Ernesto Faria, a partir de relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados na população de 25 a 64 anos. Os dados são de 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário.
O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, disse que já houve uma evolução dessa taxa desde 2008 e destacou que o número anual de formandos triplicou no País na última década.
 "Como saímos de um patamar muito baixo, a nossa evolução, apesar de ser significativa, ainda está distante da meta que um país como o nosso precisa ter", avalia.
Cenário este, fruto de um gargalo que existe entre os ensinos médio e o superior. A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades, especialmente as públicas.
Sabemos que o próximo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como meta, chegar a 33% da população de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior até 2020, hoje esse patamar está próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior.
Os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico também mostram que, na maioria dos países, é entre os jovens de 25 a 34 anos que se verificam os maiores percentuais de pessoas com formação superior. Na Coreia do Sul, por exemplo, 58% da população nessa faixa etária concluiram pelo menos um curso universitário, enquanto entre os mais velhos, de 55 a 64 anos, esse patamar cai para 12%, enquanto isso no Brasil, quase não há variação entre as diferentes faixas etárias.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ensino de robótica em escolas públicas

Alunos de tecnologia ensinam robótica em escola pública do Pará. Ação é desenvolvida por estudantes do Instituto Federal do Pará, em Belém.
Levar estudantes a desenvolver tecnologias criativas e motivá-los para enveredar no mundo da robótica, aproximando-a do dia a dia, para que deixe de ser vista como mera expressão da ficção científica. Com esses objetivos, o Instituto Federal do Pará leva conhecimentos de robótica a alunos de ensino fundamental e médio da rede pública.
O coordenador de extensão do instituto, Fausto Farias Bezerra Filho afirma: “Queremos provar a esses estudantes que a tecnologia deve e pode ser desenvolvida a favor do homem e da natureza.
Em 2010, no campeonato latino-americano de robótica, uma equipe do Instituto colocou em prática o que aprendeu em sala de aula. A missão dos alunos era fazer o conserto de um oleoduto sem a interferência humana, numa demonstração de que a tecnologia pode ser usada a favor do homem e da natureza.

A equipe do campus Belém é composta por alunos da área de elétrica do curso de engenharia de controle e automação. Nas visitas, eles repassam conceitos de programação, de mecânica e eletrônica, além de estudos dirigidos, para que sejam encontradas soluções aos problemas propostos.

O Instituto Federal do Pará  adquiriu conjuntos de robótica de uma empresa multinacional para a montagem de qualquer modelo de robô. É possível criar robôs com guindaste ou um braço manipulador, por exemplo. Para dar as aulas, os professores adotam o programa Java, uma linguagem de programação de robô. É mais acessível e mais fácil de ensinar.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Brasil avança em ranking de TI

Nos últimos quatro anos, o Brasil alternou quedas e períodos de estagnação quanto a sua posição no ranking das tecnologias de informação.
Agora na edição 2010-2011, pesquisa revela que o Brasil subiu cinco posições  ocupando assim a 56ª colocação geral. A Suécia continua na liderança do ranking, seguida por Cingapura, Finlândia, Suíça e Estados Unidos.

O relatório global de TI, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial analisa mais de 60 itens distribuídos em três temas: o ambiente empresarial, regulatório e de infraestrutura de TI; o preparo do governo, pessoas e empresas para usar os recursos; e a implementação de novas tecnologias.
 
Para Thierry Geiger, economista do Fórum Econômico Mundial, algumas iniciativas do governo brasileiro, como a oferta de serviços on-line à população, explicam em parte a ligeira melhora nos resultados obtidos pelo país. "Há alguns anos, o governo vem colocando a TIC como uma das prioridades no desenvolvimento do país e isso começa a trazer reflexos positivos, mesmo que pontuais".

O Brasil alcançou a 33ª posição no índice que mede o uso e a eficiência de ferramentas de TIC pelos governos. Já em relação ao interesse governamental por tecnologias inovadoras, o país ficou na 49ª colocação.
 No campo da educação, no entanto, os reflexos do sistema educacional do país são expressos no item que contempla o preparo dos indivíduos para usar a tecnologia. Nessa categoria, o Brasil caiu da 99ª posição obtida em 2010 para 101ª colocação nesse ano.

Por outro lado, o economista afirma que os esforços do governo brasileiro ainda não trouxeram grandes resultados na solução de velhos problemas que impedem o alcance de melhorias mais consistentes no país. Geiger aponta a burocracia, os impostos que incidem sobre o setor, o custo do acesso à tecnologia e o sistema educacional falho do país como barreiras que afetam o desenvolvimento da TIC no Brasil.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bullyng na escola ou pela internet

Um em cada cinco estudantes já sofreu bullyng pela internet e as agressões virtuais chamadas de Cyberbullyng são muito comuns nos dias atuais.
A violência psicológica ou física praticada entre jovens ganhou nova dimensão, com o avanço da internet.
O bullying (nome dado às agressões) tem feito ainda mais vítimas na rede. Pesquisas realizadas em escolas de todas as regiões do país, tanto particulares quanto públicas com alunos  do ensino fundamental mostram que, enquanto quase 10% dos jovens dizem terem sofrido maus tratos no ambiente escolar, 17% passaram por isso na internet. No Sudeste, o índice mostrou-se ainda maior e chega a 20%.
A maioria das vitimas do Cyberbullyng costumam se calar, ato chamado de “sofrimento silencioso”.

Os agressores que usam a internet têm uma falsa sensação de anonimato e impunidade. Mas segundo advogados e especialistas em internet as leis brasileiras são aplicáveis, sim, à internet e quem comete um crime no mundo virtual pode ser punido.
Quem sofre violência na escola ou pela rede acaba perdendo o entusiasmo pelo ensino, a concentração e pode ainda desenvolver problemas mais graves como depressão e outros distúrbios de comportamento.
Fato que pode explicar se é que existe explicação para o massacre vivido ontem ( 7/04) em escola pública no Rio de Janeiro.
Alguns especialistas acreditam que o efeito psicológico do massacre na escola Tasso de Oliveira que vitimou 12 estudantes abalará a rotina de outras escolas do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.

 
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